Comunidade acadêmica dos campi da UFMS
entregam documentos exigindo atendimento e melhorias na assistência estudantil,
docência e infraestrutura
Durante os debates que estão
acontecendo entre os candidatos à Reitoria, a comunidade acadêmica dos campi da
UFMS tem demonstrado sua indignação com a situação em que se encontram.
Estudantes, técnicos e professores denunciam a falta de atendimento às demandas
de cada localidade, algumas muito básicas inclusive, como a falta de
bebedouros.
Manifestação de estudantes em Três Lagoas
O que se nota no decorrer dos
debates é a insatisfação generalizada, manifestada publicamente nas perguntas
por escrito, feitas ao microfone e até a entrega de documentos denunciando a
falta de atenção e de administração nos campi no interior. Em Aquidauana e
Paranaíba, os candidatos da situação e que concorrem a reeleição, foram
cobrados verbalmente por estudantes e técnicos. Já em Corumbá e Três Lagoas, a
atual administração enfrentou manifestações de estudantes e tiveram que
receber, mesmo constrangidos, documentos reivindicatórios dos professores que
cobram melhores condições de trabalho para a categoria, atenção ao técnico e
mais respeito aos alunos da instituição.
Professor de Três Lagoas representando a associação dos docentes entrega documento reivindicatório
As manifestações de insatisfação
da comunidade acadêmica nos campi provocam irritação nos atuais dirigentes. A
adversária de Antonio Osório na disputa pela Reitoria chegou perder o
equilíbrio na noite de quarta-feira em Três Lagoas, quando disse no final do debate, em
suas considerações finais, que não deveria dar muita atenção aos estudantes da
instituição, “porque eles são passageiros”.
O descontrole da candidata se deu
em função dos estudantes locais terem levado para dentro do auditório da
unidade I faixas e cartazes pedindo mais atenção e respeito por parte da
Administração da universidade. Em suas considerações em Três Lagoas, Antonio
Osório pediu desculpas pelo descontrole de sua oponente e disse que a
instituição não existiria sem os estudantes.
Profressor entrega documento contendo reivindicações do campus, em Corumbá
As manifestações de insatisfação
da comunidade acadêmica têm provocado a ira da atual administração, e os
candidatos a reeleição começam partir para o ataque ao professor Antonio
Osório. Sereno, ele faz questão de não aceitar as provocações e responde aos
questionamentos nos debates da forma mais natural possível, apontando as falhas
e apresentando soluções, mostrando equilíbrio e preparo para ser o futuro
gestor da UFMS.
Para iniciar um processo de
resolução de problemas crônicos e antigos dentro da instituição, Antonio Osório
e Teodorico Alves não recorrem a nenhuma fórmula mágica, citando a
democratização da gestão como suporte principal para as mudanças. “A condução
do processo de administração deve ser feita pelo conjunto da universidade,
democratizando as decisões com a participação real e efetiva do conjunto da
instituição. E não por um grupo de amigos ou partidários”, sustenta o candidato da chapa "UFMS para Todos".
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